quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Como escolher as melhores ações da bolsa.


Como escolher entre tantas ações aquelas que podem lhe trazer mais lucros com menos riscos? É sobre esta simples questão que iremos estudar. Se você quer operar corretamente precisa aprender a escolher bem suas ações com o máximo de certeza possível. Este é o processo chamado Análise de Ações, didaticamente dividido entre análise técnica e análise fundamentalista. Na prática diária estas formas de analisar se misturam e o uso maior de uma ou outra vai depender do gosto e do estilo de investir de cada um. As técnicas de análise são muitas e aplicá-las com eficácia exige, como sempre, estudo e prática.

Mas como você quer operar e ganhar dinheiro logo, algumas idéias muito básicas e que devem estar perfeitamente entendidas por quem é iniciante. Escolher boas ações não é algo que possa depender de dicas, seja de amigos, fóruns, instituições financeiras ou de “gurus” da bolsa.

1. O primeiro ponto importante é a liquidez da ação. Ou seja, a rapidez com que pode ser comprada e vendida. Coisa muito desagradável para quem está começando é não encontrar comprador com rapidez, o que faz com que oportunidades de lucro sejam perdidas e joga o incauto nas mãos dos espertos de plantão, obrigando a vender com grandes variações de preço que acabam levando qualquer possibilidade de lucro.

2. O segundo ponto a ser analisado é o tamanho do Canal. Quando você opera com poucas ações e as despesas são proporcionalmente altas você vai precisar de variações amplas de preço, de preferência dentro do intraday. Por exemplo: Se você compra 100 ações da “YRTW3” e ela sobe mais de R$ 1,00 no dia, você teve um lucro de quase R$ 100,00. Mas compare com a “XPTO4”, que no mesmo dia teve um aumento de apenas R$ 0,10. Com esta você teria um lucro de menos de R$ 10,00, que iria embora com as despesas de corretagem. É claro que esta análise deve ser feita durante períodos de tempo amplos. Descobrir estes canais é como ir captando a “personalidade” de uma ação.

3. E o terceiro ponto a ser observado é a diferença entre as ofertas de compra e venda em relação aos preços praticados. Exemplo: Você vê que a “YRTW3” aumentou de 50 para 50,50 e resolve vender para realizar este lucro. Mas na hora de tentar vender vê que só existem ofertas de compra em 50,20. Na hora de comprar, a mesma situação. Você vê que os preços estão subindo e resolve comprar. O preço atingiu os 50,00, mas você só encontra ofertas de venda por 50,40, o que já o colocaria em desvantagem logo de saída. Remédio para isso: Planeje bem os seus trades e venda sempre através de ordens limitadas, colocadas de forma consciente e no momento certo de acordo com o seu planejamento. Não corra atrás da manada.

Estes três pontos são iniciais e você descobrirá com a experiência muitas outras variáveis que precisará controlar em suas operações para ter lucro. Na prática, faça um estudo e algumas operações (simuladas) comparando os resultados de comprar lotes fracionários em, por exemplo, PETR4F e em CSNA3F e você vai entender bem o que eu falei.

Apenas relembramos que estas operações são indicadas para o iniciante e usando simulações “no papel”. Não estamos indicando compra de qualquer ação, título ou produto financeiro. Apenas depois de dominar estas técnicas deverá se aventurar nas operações reais e com praticamente qualquer valor, pois os princípios são os mesmos.

Um abraço e até breve.

Paulo Denega

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Como não perder dinheiro na bolsa.



Vamos falar mais sobre operações simuladas (“no papel”), que são a melhor forma de você aprender a operar ações sem perder muito, aliás, sem perder nada. Este processo foi o que utilizei durante alguns meses no início de minhas operações. Aprendi muito e evitei jogar dinheiro fora. Foi neste período que fui montando o meu próprio sistema, assim como você montará o seu, com as características únicas da sua personalidade, com sua experiência e com seus recursos. Seguindo esse processo acreditamos que você economizará muito tempo e dinheiro, tornando mais fácil e rápida aquela caminhada para a Mercedes, o avião particular, a casa na ilha, e outros brinquedos interessantes e básicos para uma vida minimamente satisfatória...

Este treinamento é muito mais que aprender a controlar uma plataforma de negociação. É o início do seu treinamento mental (lembre, quem ganha o dinheiro não é a ação, nem o software e muito menos a corretora, é o seu cérebro). Aqui já começarão a se manifestar as áreas da personalidade que são a causa de muitos fracassarem. Aparecem: a preguiça, a desorganização, a impulsividade, o medo e a ganância em exagero, às vezes muitos outros traços se tornam visíveis e que você deverá corrigir (alguém aqui disse que era fácil ganhar dinheiro na bolsa?).

1. Comece as operações simuladas fazendo exatamente aquilo que você faria em uma operação real: Abra o site com os gráficos antes da abertura da bolsa, analise as tendências e programe a sua compra. Quando o mercado abrir, observe, analise, aguarde um pouco até a abertura da bolsa americana e então, quando achar que é o momento, registre a sua compra.

2. O valor utilizado deverá ser adequado ao capital que efetivamente você irá operar. Não adianta praticar simulando compras de 10.000 ações se você só vai ter capital para negociar com, por exemplo, 300 ações. Isto lhe daria uma visão distorcida dos momentos adequados de tomada de decisão.

3. Após registrar a compra, calcule o ponto de equilíbrio e o stop que você vai utilizar. Isto é de fundamental importância, pois se você não se condicionar a usar stops bem calculados sempre, irá falhar também nas operações reais e terá enormes prejuízos. Não acredite em conversas do tipo: “stop não é coisa de macho”, ou outras, tão estúpidas quanto. Lembre-se sempre que o primeiro prejuízo é sempre o menor.

4. Acompanhe o comportamento dos preços durante o dia e tome as decisões adequadas. Anote e ao final da operação, calcule o resultado real, seja lucro ou prejuízo. Registrando tudo fielmente. Não volte atrás nas suas decisões e não se torture se errar. Lembre-se que é muito fácil se achar inteligente olhando os gráficos depois de terminado o pregão. É na hora do fogo cerrado das modificações que se aprende a operar. Não ligue para palpiteiros e não se impressione com os “donos da verdade” que às vezes aparecem nos fóruns apenas para falar bobagens. Por outro lado observe nos mesmos fóruns a atuação de operadores experientes que dão dicas muito sábias sobre as técnicas de operação. Separar quem é quem fica fácil depois de algum tempo.

5. Aprenda a fazer uma contabilidade simples de controle de lucros e prejuízos. O principal é o acompanhamento do seu patrimônio. Se ao final de algum tempo o capital que você começou está maior, é um bom sinal de que você está começando a operar de forma certa. Se o capital diminuiu, é hora de fazer uma análise profunda, procurando onde estão os erros das suas operações para corrigi-los. Na prática, terminar o primeiro ano com perda de não mais de dez por cento é um excelente início. Faça os seus registros com cuidado e técnica, pois como operador autônomo em geral você não terá ninguém que os faça por você. Então aprenda a fazer bem feito. Falaremos mais sobre o assunto.

E agora o mais importante passo para ter sucesso: No final do pregão, feche os links com a corretora e com a Bovespa. Desligue o computador. Chame a sua mulher, namorada ou qualquer pessoa que você goste e saia para se divertir em um lugar bacana, pois é isto que faz valer a vida e o esforço de progredir financeiramente.

Nas próximas postagens entraremos iremos aos poucos entrando no assunto de como escolher as ações mais adequadas para negociar, tendo pouca experiência e capital.

Até breve

Paulo Denega

Monte Fuji, Japão

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Qual é a melhor corretora de ações?



Qual é a melhor corretora? É aquela que, em um determinado momento em sua vida de operador, é a melhor para VOCÊ. Em eficiência, bom atendimento e adaptação ao seu poder de investimento. Se o seu capital é pequeno e a experiência menor ainda você precisa de muito mais cuidado nesta escolha, pois uma corretora mal escolhida tem sido um dos principais fatores de insucesso de muitos investidores.

Os leitores deste blog se enquadram em uma das seguintes situações:

a) Está começando a investir no mercado de ações.

b) Já tem alguma experiência (já superou o primeiro ano e teve prejuízos).

c) Já tem experiência maior, tem lucros regulares e constantes.

No caso da maioria dos nossos leitores a situação é esta: Ou você está começando a investir em ações (e está aprendendo a operar com eficiência) ou você já tem bastante experiência, mas perdeu muito dinheiro e está praticamente começando do zero (com necessidade ainda maior de aperfeiçoar as suas técnicas de operação).

Quando comecei a operar fiquei impressionado com a facilidade com que poderia ganhar dinheiro. Era simples: comprar barato e depois vender quando o preço subisse. Logo vi que não era assim quando recebi as primeiras visitas do “Dr. Prof. Ferro”, o mestre de todos os operadores. Hoje, passados estes momentos emocionantes e seus dispensáveis prejuízos, desenvolvemos um método de operação na bolsa que previne estas grandes perdas iniciais e leva o operador a uma evolução técnica suave e lucrativa. E quem já perdeu dinheiro na Bolsa sabe que não deve culpar o mercado mas sim a sua própria ineficiência como operador. Resumindo, a diferença que faz o sucesso nos mercados é a sua mente e a sua preparação técnica.

A dica mais importante:

Comece a operar de forma simulada, “no papel”, pelo menos por seis meses, até se aventurar com seu próprio dinheiro. Anote suas operações, registrando hora de compra, de venda e calculando os resultados de forma precisa, incluindo impostos, emolumentos e taxas. Guarde os gráficos de cada operação e anote o porque de cada compra ou venda. Registre em um caderno ou no computador.

A segunda dica mais importante:

Como já sei que você não vai resistir à tentação de começar a operar imediatamente (o aviso foi dado, depois não me culpe...). Se você vai operar com dinheiro real, então opere pequeno. Aprenda a lucrar com poucas ações, no fracionário. Isto vai estimular o seu cérebro e permitir o desenvolvimento de uma sólida estrutura técnico/emocional de operador de sucesso, sem grandes riscos. Não se preocupe agora com os ganhos pequenos ou com o pouco capital. Se você aprender a operar bem, o dinheiro aparecerá. Vamos passa logo para as providências práticas:

Escolha uma corretora de ações que lhe permita negociar lotes fracionários pagando um preço menor. Por exemplo, se a corretora X cobra R$16,00 por operação. Você irá gastar aproximadamente 35,00 reais por operação, na compra e venda de um lote de cem ações. Já na corretora que tem preço diferenciado para lotes fracionários você irá pagar 5,00 reais por cada operação de compra ou venda. Na prática isto será um gasto de aproximadamente 13,00 por operação com 99 ações. Ou seja, na corretora sem preço diferenciado você irá pagar 169% a mais por cada operação. Sentiu o problema?

É claro que para volumes maiores o preço vai se diluindo até tornar-se praticamente desprezível, mas este não é o caso de quem é iniciante. Você precisa aprender a operar com lucro com valores menores, mínimos até, para então depois ir aos poucos investindo valores maiores. Não caia na ilusão de que com mais dinheiro você teria lucro. Na verdade, apenas se afundaria mais lentamente, mas no final os prejuízos poderiam ser enormes e fatais para a sua conta de investimentos. Além disto, iniciantes que operam com grandes valores vivem em alto nível de tensão emocional e este stress prejudica as funções de raciocínio levando a decisões erradas.

Procure então uma corretora que opere nos moldes sugeridos. Conheço pelo menos duas que fazem este tipo de operação. Estas, em minha opinião, prestam um excelente serviço para aqueles que estão começando no mundo dos investimentos. Pesquise na web e você logo encontrará. Sabemos que o investidor iniciante e com pouco capital foi sempre visto com desprezo pelas corretoras, por razões que aqui não temos espaço para comentar. Mas isto está mudando aos poucos e à medida que cresça a massa de investidores em bolsa no Brasil, que por sinal é minúscula comparada com países como Estados Unidos e mesmo o México, o pequeno investidor pessoa física passará a ser bem mais valorizado. Aquelas corretoras que não atentarem para este fato novo irão aos poucos ficando de fora deste novo e grande mercado.

Então faça uma boa pesquisa de corretoras, escolha com calma aquela que lhe dá mais atenção e que esteja atualizada em tecnologia. Procure uma que tenha uma plataforma de negociação simples e eficiente, com um bom atendimento e informações úteis.

Na próxima postagem falaremos mais sobre como aprender a ganhar dinheiro na bolsa de forma segura. Não perca.

Um abraço e até breve.

Paulo Denega

São Francisco do Sul, SC, Brasil

domingo, 23 de agosto de 2009

Na bolsa de valores o tempo de desistir é nunca.

Foto *

Quando o indivíduo fica tomado por uma vontade irresistível de progredir e adquirir independência financeira e resolve se tornar um investidor ocorre um período de intenso entusiasmo. O futuro “rico investidor” começa um processo mais ou menos assim: Estudar sobre renda variável e ações, freqüentar fóruns, comprar livros sobre o assunto, fuçar pela internet em busca de dicas ou mesmo cursos (de preferência grátis) e falar para todo mundo sobre suas descobertas. Esta fase emocionante pode ser comparada psicologicamente a uma grande paixão.

Mas, como toda paixão, é um período de turbulência. A mesma necessidade de progresso financeiro que o impulsionou passa a se impor em toda a sua realidade. O capital é pequeno, a experiência como investidor é quase nula. A ansiedade por resultados que comprovem os seus sonhos de enriquecimento faz com que o novato faça operações impulsivas e de alto risco. Um dia opera no FOREX, perde dinheiro e pula para as opções. Perde novamente e resolve voltar para o mercado à vista, mas acha que os lucros são lentos e resolve que bom mesmo é operar futuros, e aí você sabe o resultado.

Em geral este círculo vicioso de decisões mal pensadas acaba com o término do capital disponível, mas muitas vezes acaba apenas por simples decepção. Frustrado e desiludido por descobrir que aquele mundo dourado estava bem mais distante do que imaginava, o futuro investidor de sucesso entra num processo de desistência. Num misto de raiva contra o sistema (“bolsa não passa de jogo!”) e tristeza carregada de frustrações obscuras (“A época não está boa...”) e desculpas fracas do tipo: “Não tenho tempo para operar meus investimentos...”, fecha a conta na corretora, apaga os registros no computador e deixa apenas nos favoritos o link da ADVFN (só para dar uma olhadinha no mercado...).

Amigo leitor, esta fase pode se repetir mais de uma vez na sua trajetória de investidor. Mas lembre, só fracassa aquele que desiste da luta. Prejuízos e momentos ruins são normais na vida de qualquer investidor. Fases difíceis acontecem na vida e independem do momento econômico, mas o fundamental é você não aceitar ser um derrotado.

Quando acontecer um destes períodos difíceis, faça o seguinte:

1. Dê um tempo nas operações. Interrompa todas e faça uma análise séria dos seus métodos. Tenha a humildade inteligente de reconhecer que você é que está operando de forma pouco eficiente. Não entre no chamado “jogo da vítima”, culpando o “mercado” ou os “tubarões” pelas suas perdas. Assuma toda a responsabilidade e você sairá fortalecido desta situação momentânea.

2. Faça uma análise criteriosa do seu estado emocional verificando se outras áreas da sua vida tais como casamento, família ou trabalho poderiam estar criando tensões emocionais prejudiciais. Analise, tente resolver e separar isto das suas operações. Se os relacionamentos devem ser vividos em toda a sua plenitude emocional, este não é o caso da bolsa. Ali o pensamento frio e equilibrado deve imperar.

3. Focalize naquela área, mercado ou ação que você teve mais êxito e planeje retornar as suas operações, mas, muito importante: você irá operar com valores bem menores que os seus usuais (a pior maneira de agir nos prejuízos é aumentar o capital empatado em operações podres). Faça isto até voltar a ter lucros com regularidade.

Este é o caminho, pense em você mesmo como um vencedor, como alguém que pode cair, mas que sempre e teimosamente, levantará. Você acha que grandes investidores, como Warren Buffet, por exemplo, não passaram por períodos de desânimo e nem tiveram derrotas? TODOS os investidores de sucesso passaram por períodos muito difíceis. Mas não desistiram. Todos os que fracassaram se entregaram as primeiras dificuldades. A que grupo você quer pertencer? A escolha é sua.

Se decidir continuar a luta, parabéns. Pense sempre que você é forte, que está aprendendo mais com as pequenas derrotas e que vai chegar lá, com certeza absoluta. Acredite que falta muito pouco para você chegar lá: um pouco mais de estudo, uma melhoria no seu controle emocional, uma adaptação nos seus métodos. Os lucros voltarão a aparecer e o seu patrimônio voltará a crescer. Pense alto, com coragem e nunca desista.

Um abraço e até breve,

Paulo Denega

* Imagem do Space Suttle da NASA, um grande exemplo de engenharia humana que precisou superar enormes obstáculos e derrotas. Isto é pensar "alto" e com coragem.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O segundo passo para enriquecer com a Bolsa de valores.


Se você está acompanhando as nossas postagens já deve ter percebido que damos extrema importância ao desenvolvimento de um pensamento amplo e inteligente em relação aos investimentos. A essência deste pensamento é: De nada adianta enriquecer perdendo a sua qualidade de vida. Daí a nossa insistência em uma abordagem de formação de um padrão de pensamento mais avançado, abrangendo a parte emocional e espiritual do ser humano.

Estes primeiros passos visam a que você se interiorize, se conheça melhor e desenvolva estratégias adaptativas, flexíveis e vencedoras em qualquer tipo de mercado. Por enquanto vamos prosseguir: Lembre-se que o passo inicial era definir a sua renda desejada mensal (ver “o primeiro passo para enriquecer na Bolsa”).Vamos então ao site da InfoMoney: (um site excelente, que você não deve deixar de acompanhar em seus estudos): http://web.infomoney.com.br//suasfinancas/ferramentas/calculadoras/

Escolha a calculadora de investimentos. Ali faremos uma primeira simulação de investimentos. Coloque assim:

Capital inicial: R$ 10.000,00
Investimento mensal: R$ 200,00
Taxa de rendimento: 0,50
Prazo: 120 meses
Observou o resultado? Não é de entusiasmar e está longe de lhe permitir luxos e renda vitalícia. Agora comece a mexer na calculadora, faça outras simulações, com os mesmos valores investidos, mesmo prazo de investimento, mas com retornos diferentes tais como 1%, 2% e 3% ao mês. Preste atenção e analise onde as diferenças são mais significativas.
Faça simulações com o valor de reserva financeira que você pretende começar a investir e depois teste variações de poupança mensal. Mas mude apenas um fator por vez, para que você possa analisar melhor os resultados projetados.

Experimente com valores dentro de sua própria realidade financeira, mas não se limite a ela. Planeje já pensando nas suas possibilidades profissionais futuras ou de negócio próprio, não apenas na sua renda atual. Por exemplo, se você pretende se formar em pouco tempo faça simulações estimando sua renda futura em função do seu mercado de trabalho.

Veja este exemplo de simulação em condições financeiras melhores:

Gostou mais destes resultados? É importante saber que estes cálculos são iniciais, não levam em conta a inflação do período nem imposto de renda e nem despesas gerais com precisão, mas servem para dar uma visão do que você pode esperar. Neste passo você está apenas abrindo a sua mente para pensar em nível mais alto, reduzindo as restrições culturais que nos limitam psicologicamente, como se fossem amarras invisíveis.

Aí chegamos à grande incógnita: Qual é o rendimento mensal da bolsa de valores. Sobre este assunto falaremos em uma próxima postagem. O importante agora é que você fique ciente do poder dos juros compostos e, conseqüentemente, da absoluta necessidade de aprender a conseguir o maior rendimento possível dos seus investimentos financeiros.

Após ter dominado o funcionamento da calculadora, é hora de começar a definir os valores reais que você pretende utilizar. A dura realidade começa a se impor. Quanto você tem? Quanto vai arriscar? Como e para quê?
Se você é um iniciante e ainda não dispõe de capital inicial, não se desespere e nem desista. Com um pouco de esforço você levantará este capital e começará a operar. O importante é saber o “como fazer” para se tornar um operador eficiente.

Pular estas etapas é começar a investir dependendo da sorte, esperando de forma sonhadora que os mercados se adaptem a teorias superadas que trazem uma falsa sensação de segurança. Se você tem dúvidas sobre o que estou falando, apenas lembre o que aconteceu no ano passado nos mercados mundiais e no sistema financeiro como um todo.

O ano de 2008 será lembrado como o fim de uma era dominada por uma tecnologia desumanizadora, não sustentável e totalmente distanciada dos verdadeiros problemas de um planeta em desequilíbrio econômico/social e com recursos limitados.

Mas falaremos sobre estes assuntos mais a frente. Por enquanto você irá aprender a conseguir rendimentos, mês após mês, maiores que a renda fixa, para aumentar o seu capital investido e viver a vida de êxito e qualidade que você deseja.

Um abraço e até breve.

Paulo Denega



Final de um dia “muito cansativo” do nosso leitor André, após voltar de um passeio pelas águas calmas de Balneário Camboriú, SC.
Foto de Júlio Denega


quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Renda fixa? Tô fora!"

Ontem (22/07/2009), o Banco Central, na tentativa de recuperar e impulsionar a economia do país, reduziu mais uma vez a taxa básica de juros (Selic), cujo corte foi de 0,50 ponto percentual, passando para 8,75% ao ano. Pode parecer muito, porém, continuamos tendo a quinta maior taxa de juros do mundo.

Isso significa que as taxas de cheque especial, empréstimos e financiamentos ficarão mais baixos, não como deveriam, pois o repasse das instituições financeiras para nós “simples mortais” é mínimo. Veja, por exemplo, que o banco HSBC reduziu a taxa mensal do cheque especial de 9,30% para 9,26%, enquanto nós somos beneficiados com uma migalha, os bancos se deliciam com um enorme banquete.

Com a queda da Selic, discussões dentro do governo sobre mudanças na remuneração de investimentos bancários, como fundos de renda fixa e poupança, devem se apressar.

A preocupação é que devido à diminuição de rentabilidade dos fundos de renda fixa, os investidores migrem para a poupança.

Em agosto de 2008 eu já havia publicado um artigo comparando os fundos de renda fixa e a caderneta de poupança, alertando aos investidores o cuidado ao escolher o seu investimento. (Leia aqui)

A caderneta de poupança tem remuneração garantida de 0,5% ao mês (6,17% a.a), mais a variação da TR (taxa referencial). (Para ver o rendimento anual da poupança nos últimos nove anos clique aqui)

E os fundos DI trabalham com um rendimento x atrelado a Selic, taxa de administração y e é descontado IR (20% em média). Em 2007 e 2008 era muito comum vermos fundos de renda fixa rendendo menos do que a poupança. Hoje é muito raro vermos um fundo rendendo mais do que a poupança.

O Governo estuda taxar poupanças com investimentos acima de R$ 50 mil, como uma forma de tornar a poupança mais desinteressante para os grandes investidores, porém essa não é uma medida muito popular. Outra solução estudada é diminuir a taxação dos fundos de renda fixa.

Na esperança de não haver fuga de recursos dos fundos de renda fixa, os bancos diminuíram a taxa administração, mas para os investimentos de pequeno porte elas continuam altas e perdendo para a poupança.

Apenas os fundos com taxa de administração menor do que 1% renderão mais do que a poupança.

O detalhe é que fundos com taxa inferior a 1% têm como aplicações iniciais valores acima de R$ 10 mil reais (o comum é que sejam acima de R$ 100 mil reais), o que exclui o pequeno investidor de entrar nesses fundos e obter melhores retornos.

Se você investe em algum fundo de renda fixa atrelado a Selic (DI) com taxa de administração superior a 1%, negocie com o seu gerente bancário uma taxa de administração menor ou migre para a poupança, pois você está perdendo dinheiro.

O foco do blog Denega System é investimento em renda variável com ênfase no mercado de ações. Acreditamos que com uma instrução adequada é possível aliarmos os altos rendimentos da Bolsa com a segurança da Poupança.

Leia as postagens sobre Bolsa de Valores do Denega System clicando aqui.

Sucesso a todos!
Diego Denega

Educação Financeira

Rendimento anual da Poupança de 1999 até 2008

Devido a sua simplicidade e segurança a Caderneta de Poupança é o investimento mais popular entre os brasileiros.

Ela tem remuneração garantida de 0,5% ao mês (6,17% a.a.) mais a variação da TR (Taxa referencial).

Para os leitores fazerem uma média, segue o rendimento anual nominal da poupança desde 1999.

1999 - 12,76%

2000 - 8,32%

2001 - 8,63%

2002 - 9,27%

2003 - 11,21%

2004 - 8,10%

2005 - 9,21%

2006 - 8,40%

2007 - 7,77%

2008 - 7,90%

Entre 1999 e 2008 temos a média de 9,16% de rentabilidade.

Porém o rendimento líquido da poupança descontada a inflação é:

1999 - 3,50%

2000 - 2,21%

2001 - 0,89%

2002 - -2,90%

2003 - 1,75%

2004 - 0,46%

2005 - 3,33%

2006 - 5,10%

2007 - 3,17%

2008 - 1,89%

No total de 1,94% no período 1999-2008.

Não gostou do rendimento? Estude no blog Denega System outras formas de investimentos, sugerimos que leia as postagens sobre a Bolsa de Valores, ao contrário do que a maioria pensa, com estudo e disciplina ela pode ser um investimento seguro e altamente rentável.

Sucesso a todos!
Diego Denega

Fonte dos dados: Consultoria Economática.

 
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